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Básico: Editar

No ano de 387 A.A., sob guia de sua terrível deusa, o Rei dos Drow Nulza Vhaal Qil dem Ahrpoz Diminter Eil-Sanim-Yagahra lançou um poderoso ataque contra o início da sociedade anina em Stradim. Pegos de surpresa e por forças muito maiores e terríveis do que podiam conceber, os anões logo se viram presos dentro de suas fortalezas subterrâneas.

A última cidade a ser cercada, Kramer, era a então capital do reino, onde a Rainha Yeldar Dorim viu suas forças serem massacradas e suas muralhas sendo apenas minimamente suficiente para manter o horror dos Drow do lado de fora.

Rei Findark I Editar

Bozdum Findark era apenas um soldado anino no Templo de Moradin localizado em frente ao vulcão Hargron no dia que teve uma visão do seu deus. Era o oitavo ano da guerra contra os Drow, e o Rei Nulza Vhaal Qil dem Ahrpoz Diminter Eil-Sanim-Yagahra havia desembarcado em pessoa em Nael para supervisionar a guerra, quando o Pai dos Ferreiros pediu para Bozdum entrar na lava do vulcão para receber uma benção.

Seus companheiros tentaram lhe impedir, chamando-no de louco em desespero; Findark podia ser apenas um guerreiro, um guarda de templo, mas sua bravura e força eram em grande parte responsáveis pela sobrevivência do lugar sagrado durante a guerra, mesmo estando tão isolado do resto do país.

Mas Findark era um devoto de Moradin, e não hesitou em caminhar para dentro do rio vermelho fervente.

Por sete dias seus companheiros lamentaram a perda, quando Findark saiu da caldeira.

Seu cabelo negro havia se tornado vermelho brilhante como a lava, os olhos eram fogos da Forja de Moradin, o corpo cresceu até a altura de dois anões... E, o mais importante, em suas mãos ele trazia uma cópia perfeita de Tashkilgrund, o Martelo de Moradin.

"Guardamos uma relíquia pelo tempo inutilizada, irmãos de sangue. Nosso Pai não tem necessidade de nossa presença aqui, o Destino e Grandes Feitos por nós aguardam em Kramer." disse Findark. O poder de suas palavras, claramente falando em nome de Moradin, prostrou todos guardas e sacerdotes do templo, que imediatamente (e antecipadamente) o proclamaram Rei.

Com os cinquenta anões que compunham o pessoal do templo, Findark desceu a montanha. As fortificações apressadas dos Drow foram obliteradas com um único golpe do Martelo dos Anões, deixando um grupo de mil Drows prostrados e aterrorizados enquanto os anões corriam de um para o outro, a fúria de Moradin em seu sangue, matando todos eles.

A Batalha das Colinas Azuis Editar

De Hargron o grupo de Findark partiu, destruindo acampamentos dos Drow, resgatando cidades anãs até o ponto em que o grupo cresceu para um exército de mais de cinco mil anões que marchou para as planícies adiante de Kramer.

Ali, o terrível Rei Nulza Vhaal Qil dem Ahrpoz Diminter Eil-Sanim-Yagahra tinha a cidade sob cerco, demandando diariamente uma rendição da Rainha Yeldar Dorim. A fome e os gases venenosos da Rainha das Aranhas estavam lentamente vencendo o povo da cidade, e os covardes conselheiros de Dorim constantemente lhe recomendavam uma rendição.

Ela, porém, era serva fiel de Erathis e nunca entregaria o berço da cultura anã aos monstros que os ameaçavam. Sua patrona havia lhe informado que Moradin iria liberar a cidade, e que ela apenas precisava "esperar pelo trovão".

Quando chegou em Kramer, Findark trouxe consigo o trovão: o primeiro som que ouviram os Drow foi o rítmico som do Martelo dos Anões fazendo a terra tremer.

O Rei Nulza Vhaal Qil dem Ahrpoz Diminter Eil-Sanim-Yagahra perguntou à Lolth o que devia fazer, e se diz que ela respondeu apenas com a palavra "Corra".

O que se seguiu foi a vitória mais estrondosa que os anões jamais tiveram. Com cada golpe de Findark Tashkilgrund transformava Drows em uma chuva de sangue azul, e fazia o solo em torno afundar e se erguer.

Ao fim do dia se descobriu que o Rei Nulza Vhaal Qil dem Ahrpoz Diminter Eil-Sanim-Yagahra havia fugido nas costas de uma aranha gigante nos primeiros momentos da batalha.

As planícies diante de Kramer haviam se tornado um campo de colinas até onde a vista alcançava.

Quando o Sol se punha Yeldar Dorim, ela mesma ferida mas radiante do combate, buscou Findark, lhe prestando uma reverência diante de todos os soldados e o proclamando Rei dos Anões. Eventualmente Bozdum e Yeldar se uniram, criando a casa Finark, que até hoje mantém o trono dos anões.

Um verão após esses eventos acontecerem, Melora abençoou as colinas de Kramer com flores azuis que sempre lá crescem, um eterno memorial do poder da sociedade anã.