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Básico Editar

Criado por Oraeth Mordenkainen e seu aprendiz Bigby em 173 A.C. inicialmente na cidade de Nos'tte e depois mudado para Stradim quando da adição de Otiluke ao grupo, o Círculo dos Oito originalmente foi um grupo dedicado à manter o balanço entre as forças das sub-nações de Soufanna durante a Seca de 170 A.C.

O Círculo dos Oito cometeu diversos crimes graves contra o Tratado Daliet-Kramer, mergulhando profundamente no estudo de Magia Mantanha (também conhecida como "Magia de Décimo Nível Inarano"), com boatos de Mordenkainen ter criado um próprio nível dele, controlado pelo poder dos Desejos feitos com Magia Mantanha, o teorético Décimo Primeiro Nível Inarano.

Apesar da controversa experimentação, o Círculo evitou a atenção dos Guardiões do Contínuo através das conexões políticas de Otiluke na coorte de Stradim.

História Editar

Após voltar de sua primeira rotação pela Grande Roda, Mordenkainen encontrou seu aprendiz, Bigby, envolvido no estressante processo de manusear a decadente produção agrícola de Nos'tte, cidade fortemente afetada pela Seca de 170 A.C.. Horrificado com o atual estado da magia, tradição que havia caído em grande desuso em Stradim desde o início da era dos Halfling, o humano iniciou os planos de criar um centro dedicado à solução do caos em Stradim e ao estudo de novas e avançadas magias.

As primeiras ações do par pareceram assustadoras e conflitantes para o Conselho Halfling, com Mordenkainen restaurando Nos'tte para um clima fértil e Bigby expulsando o exército pacificador halfling da cidade, porém logo ficou claro que "estabilidade" era o real objetivo do grupo, então chamado apenas "Castelo Nos'tte".

Kaluria An'nna reuniu as forças de sua família e se propôs a por um fim às atividades do grupo, que foi algo de que muito se arrependeu.

No dia que chegou com suas forças à Nos'tte, Kaluria invadiu o castelo de Mordenkainen para encontrar um humano de pele amarelada e curtos cabelos brancos em acalorado debate com Mordenkainen; a discussão era acerca de uma admissão para se juntar à ordem, para que Mordenkainen exigia uma demonstração de nova magia; o humano contra argumentava que sua magia nova dependia de um humanoide morto para se testar.

Ao adentrar o salão exigindo combate, Kaluria logo se tornou o material do experimento, com Mordenkainen rapidamente o assassinando com uma espada criada por magia; logo em seguida, o homem o trouxe de volta à vida com um mero sopro, e Kaluria fugiu de volta para Daliet, envergonhado.

Esta foi a primeira adição ao Círculo, Drawmij Azurre, e a criação do método oficial de iniciação: demonstração irrefutável de um domínio sobre magias previamente desconhecidas.

Ao longo dos próximos vinte anos o círculo se expandiu para adquirir os poderosos magos humanos Abi-Dalzim, Nystul, Otiluke e Warnes, a maga humana Jallarzi e o elfo Eriason.

Propósito Editar

O Círculo dos Oito serviu um grande propósito mediador durante o início do segundo século dos anos do Conselho, agindo como um poderoso controlador de forças. Quando o revolucionário anão Mitar Dalefem tentou organizar uma rebelião para retomar o sul do litoral Hargron, Jallarzi famosamente o desafiou para um duelo singular e obliterou o feiticeiro; quando o Rei Naliel de Stradim tentou impedir a separação política de Saaren do seu reino, foi Abi-Dalzim quem, ameaçando a vida do Rei diante da própria Guardiã Mor, o fez desistir e assinar os acordos de paz; quando, na Tempestade de Portais de 240 A.C., Belial tentou adentrar no Plano Material em Tiffania, Mordenkainen e Bigby acharam o portal principal antes da Legião Dourada ter tido tempo de se organizar, e destruiu o exército dos diabos.

Este último incidente causou grande controvérsia em Stradim e Tiffania, pois o então Lorde Platinado, Huyen Chifrebranco, presenciou Bigby, sozinho, conjurando o temerário Sol Temporário de Mantanha para destruir as hostes diabólicas, a mesma magia que destruíra Kramer 240 anos atrás, e que se pensava perdida para o tempo.

Ao todo, as ações do Círculo trouxeram paz e segurança para Stradim e Tiffania, mas a opinião popular do grupo nunca foi excelente, com muitas de suas ações sendo vistas como autoritárias e megalomaníacas.

Morte Editar

Em 287 A.C., pela primeira vez em mais de oitenta anos, o Círculo se reuniu no antigo Castelo Mordenkainen em Nos'tte para um evento especial: a admissão de um novo membro.

Como era o costume, todos magos foram chamados para presenciar a cerimônia e apresentar seus julgamentos sobre o novo encantamento apresentado.

O candidato da vez era Fallion "Rize", assim apelidado pela lenda de se tratar de um aprendiz de uma secreta tradição de sobreviventes da Escola de Evocação Superior Rize'Dai em Phander.

Os registros mantidos pelos Guardiões do Contínuo, bem como papéis encontrados nas mansões de Otiluke e Warnes em Stradim informam que o candidato iria demonstrar algo chamado "A Bola de Fogo Fabulosa de Fallion".

Tal bola de fogo era um conceito trabalhado do Sol Temporário de Mantanha, que Fallion julgava ser capaz de controlar e utilizar em sequência como um catalisador para uma produção quase infinita de magias de primeiro à quinto nível Inarano; o próprio Mordenkainen publicamente declarou que "tal princípio é inédito no nosso ramo, o uso de canalização de magia Elementar Evocativa como fonte de poder para novos encantamentos; é de minha opinião que, se há encantamento capaz de tais resultados, o Sol de Mantanha, capaz como é de produzir energia pura à partir do próprio ar, é o local certo a ser explorado. Após ouvirmos do jovem Fallion como tal sistema funciona, vivenciaremos uma nova era do Arcanismo nesse mundo."

Infelizmente, o otimismo foi infundado.

A mera força do impacto destruiu as energias mágicas em Castelo Mordenkainen com força o bastante para tornar praticamente impossível divinações acerca do que aconteceu, porém a Guardiã Festrema foi capaz de, ao utilizar a magia Desejo, descobrir que de fato o Sol saiu do controle de Fallion, obliterando o Castelo e tudo que havia num raio de duzentos metros dele.

Tal controle da destruição foi alcançado pelo próprio Mordenkainen, que no último segundo de sua vida enviou o Sol para alguma outra dimensão onde, sem dúvidas, causou significante estrago.

Meses de investigação foram necessários para que se encontrasse os restos mortais dos servos, Abi-Dalzim, Bigby, Drawmij, Eriason, Jallarzi, Nystul, Otiluke, Warnes e Fallion. O corpo de Mordenkainen nunca foi encontrado, e muitos especulam até hoje que a natureza de impactar O Sol Temporário de Mantanha e uma magia de viagem dimensional simplesmente arremessou o arquimago sem rumo pelo multiverso.

A cratera causada pela magia de Fallion foi depois transformada no Açude Dos Oito, um monumento que se esforça para recordar o melhor do trabalho feito pelo Círculo em serviço do povo de Stradim.

O Novo Círculo Editar

Em 295 A.C., quase oito anos após a tragédia, Senhor dos Ossos Mauth Reign propôs a reconstrução do Círculo dos Oito, postulando que um grupo dedicado ao avanço da magia como um todo era um grande bem para todas as raças.

A ideia ressoou bem nos ouvidos de Myrtas Ellisar, Guardião Mor, e buscas foram logo iniciadas por novos adeptos.

A atual formação consta com, além do Diretor da Otsu'Dai e do líder dos Guardiões do Contínuo:

- Sofia Gullinde Inara, maga suprema de Soufanna.

- Byrmatus Corona, diretora da Dagon'Dai.

- Elfain Melf, viajante planar.

- Khasit Varlas, arquimago da Musakt Aram.

- Voltunas, niffin senciente.

- Jhanifer Wanderwater, exploradora do Mar de Vidro.

- Leomund, alegado filho de Mask.

- Odeen Grumtak, mago supremo de Orgat.

Apesar do número de membros, a atual formação ainda utiliza o título "Círculo dos Oito"; ao contrário dos seus precededores, o novo Círculo se comunica com o uso de instrumentos mágicos, com membros raramente realizando visitas uns aos outros e o mais populoso evento de sua história tendo sido A Reunião do Banimento em 299 A.C., quando Inara, Melf, Myrtas e Jhanifer se reuniram para banir todo o conhecimento acerca do Sol Temporário de Mantanha para o Liceu Infinito, uma decisão fortemente oposta por Mauth Reign que se recusou a tomar parte no procedimento.

Mauth Reign disse, em carta aberta ao povo de Stradim, que "A Biblioteca de Aiun, sagrada que seja, é o pior lugar para se abandonar tal conhecimento sinistro; essa arte deveria ser perdida, não salva em um local onde as intempéries do tempo nunca a tocarão."

Inara, famosamente, respondeu "O dia em que alguém invadir o espaço de Aiun para alcançar tal conhecimento será obsoleto, aquele que possuir tal poder já é um monstro capaz de a todos destruir".

Apesar das disputas internas, essa ação causou uma boa propaganda do Novo Círculo, que é hoje visto por quase todas escolas de magia e instituições em Stradim como uma organização benéfica para o avanço do conhecimento arcano.